quarta-feira, 30 de setembro de 2015

DayByDay (#9) - Inception of Our Day

    Muitas vezes faltam-nos as palavras e esse será o caso desta pequena passagem pelo meu dia. Seria um mero dia de aulas... isto é... de uma aula das 18h às 20h na ESTSP, mas servirá também para atualizar um pouco este blog que, embora sem leitores, é um blogue que merece pelo menos o meu respeito e companhia.


   Tenho 20 anos,porém, por vezes tenho vontade de ser criança e creio não ser o único. Vivermos na maturidade que uma idade exige é importante, porém, há que viver com uma jovialidade interior e intrínseca ao nosso ser. Não temos de ficar resignados ao assistir ao avanço de mais um algarismo, ou a troca dos dois dígitos que compõem e refletem o nosso tempo vivido.,. a chamada idade.



   "Somos números! As pessoas grandes gostam é de números!" diria o principezinho um dia por ordem de Éxupery, na sua despedida da literatura e do mundo terreno.



   Juntamente com uns amigos de turma, decidi criar um desafio, ou um passatempo ou como preferirem chamar, em que o objetivo será determinar o tema para o dia. Todos os dias serão o dia de algo. O primeiro dia, foi o da heresia, o segundo, por minha sugestão foi o dia do regresso... hoje é o terceiro.... é o dia de apontar a razão ou razões pelas quais somos amigos de alguém. Foi uma sugestão da Soraia "Banessa Rainha do Universo" que terá aqui o seu nome exposto ao mundo cruamente e como merece. Darei uso a este local, que é um local meu e de quem gosto, onde falo do que e de quem gosto... para cumprir com o desafio de hoje. Irei dirigir a minha justificação para ti. Entenda-se por ti, Soraia Banessa Rainha do Universo.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Opinião sobre o livro: "Hey, Professor?" de Tommy Adams


Título: Hey, Professor?
Autor: Tommy Adams
Ebook 
(2 estrelas)

  Sinopse

 Douglas, recém formado, decide rentabilizar o seu tempo e o seu conhecimento publicando em várias fontes, anúncios relativos à sua disponibilidade para execução de trabalhos de explicações. Douglas é portanto o Professor da história e uma das personagens principais. 

    Acaba por ser aceite em casa da família CasaGrande, família esta abastada que se compromete a pagar-lhe um salário exorbitante para que o mesmo desse "explicações de redação" ao filho mais novo: Caio. 

   A história gira então em torno de Caio e Douglas (aluno e explicador. O que era para ser uma "explicação de redação" acaba a ser um conto erótico e de enorme cumplicidade entre ambos. 


   O conto muda de rumo quando o irmão de Caio - Thomas - aparece em cena. Thomas, apaixonado por Douglas toma conhecimento do que se passa em sua casa. Há ainda um ex namorado do professor como personagem essencial à ação. 



Opinião


  Tommy Adams é um jovem escritor. Descobri este livro numa aplicação Smarthpone chamada: "Wattpad" a qual recomendo. Nesta aplicação vemos uma série de livros disponibilizados gratuitamente e legalmente. Escritores como "Paulo Coelho" têm nesta aplicação conta oficial. 


   Wattpad acaba então por ser um novo mundo, onde jovens e iniciadores da escrita espalhados pelo mundo, procuram um leitor das suas palavras. O conceito é por norma interessantíssimo na medida em que podemos encontrar, quiça, um novo talento até então camuflado. 

   "Hey, Professor" conquistou-me pelo assunto. Nunca tinha lido nada do género e tinha interesse em fazê-lo. Há nele, enormes falhas de seguimento, contradições e também uma escrita pouco fluida e muito inexperiente. 


   A história perde mesmo o rumo nos últimos capítulos quando Tommy Adams decide introduzir um pouco de ficção científica. Quando em contacto com o autor deste ebook, o mesmo refere que está a trabalhar numa revisão: "mais madura" do seu conto, na qual pretende retirar os defeitos do livro e talvez introduzir um discurso mais pormenorizado e uma narrativa mais experiente. 


   Fiquei com a ideia que este jovem iniciante tem criatividade nos temas, mas não sabe transpô-la na sua escrita. Dei por mim a rir-me (sem maldade) da ingenuidade de certos capítulos. 

   Resumindo: Peca o conto pela sua fugacidade. Carece de pormenor, de literatura no mesmo. 


   Classifico-o com 2 estrelas porque acabei por lê-lo até ao fim, o que significa que o interesse foi despertado em mim. 


Que Tommy Adams me surpreenda no futuro com algo mais maduro e trabalhado. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

DayByDay (#8) - Nightcall


   "I'm giving you a nightcall to tell you how I feel!" 

   Uns dias acordo satisfeito, outros nem tanto... uns dia adormeço bem e noutros pestanejo aguardando que chegue o momento certo para me desligar do mundo. Entre dois bons ou maus momentos está o dia e é sobre ele que me exprimo. 

   Viver é uma dádiva, e enquanto o tempo decide passar, vou gradualmente apreciando mais e valorizando este verbo. Viver é por sinal mais do que um significado "priberam".  Viver não é ser, porém "sou" vivendo.  Sou e estou a viver enquanto ser e estar é diferente. Existo porque sou,  insisto porque estou,  persisto porque vivo... 

   As luzes decidem apagar-se, o sol põe-se e traz a escuridão. Com ela surgem ideias, surgem planos e também memórias. Já fui e sou. Existi e existo. Existirei enquanto não fechar os olhos. Mais ou menos feliz, encontro-me no desfecho de um intervalo com limite positivo aberto... algo como [0; vida[ . Penso no que fiz. Alegro-me de o poder fazer. Penso no que senti, alegro-me por ter sentido. Bem ou mal... eu sinto-me e sentir é um atributo muito questionável. Estás aí? Eu estou! A tua voz está. Sorrio. Tal como eu, mais ou menos feliz ... sentes; E é bom saber-te aí.  Já não receio fechar os olhos. Tu abraças-me.  

  Amanhã é um novo dia e pensarei no que dissemos no nosso próprio intervalo.  

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DayByDay (#7) - Devaneios


   Sempre fui de devaneios. Sempre fui de pensar no existente e no inexistente e já cambiei uma pela outra... mesmo que apenas a devanear. 

   Três! Três é perfeito e não sei até quando é devaneio. Repito-me em palavras, mas em cada uma deposito um sentido diferente. (Suspiro) Não estou certo se estou a falar do existente ou do inexistente. Falo do que vejo e do que não vejo. Falo do que sinto e o que tenho para sentir. Falo pelo querer, movido pela força de alcançar algo mais além. No ato de devanear está a sinceridade e o respeito por mim assim como pelo o que me rodeia. Devaneio sobre aquilo que acredito. Devaneio para evitar que o meu corpo grite por ele mesmo. O meu devaneio é um grito... 

  Mais do que o querer, mais do que a capacidade de o atingir... está o acreditar... e o meu corpo quer gritar: "ACREDITO" ! Eu permitirei enquanto devaneio. 





sábado, 3 de janeiro de 2015

DayByDay (#6) - Três



   Há uma linha que separa aquilo que és enquanto não traças a verdadeira linha de partida e aquilo em que te tornas depois de realmente partires. 

     Acho-me um rapaz com sorte. Apesar das adversidades às quais fui submetido enquanto criança e adolescente, consegui ou conseguiram arranjar por mim forma de as superar. A sorte deriva exatamente da coragem com que encaramos os nossos problemas. 

    Enquanto negativistas podemos achar-nos uns meros azarados - quantas vezes não passo por isso - algo como tropeçar em cada barreira na corrida dos 110 metros.  Opostamente à ideia anterior surge a reação positiva, à maneira positiva com que se consegue viver e agir perante a barreira que nos aparece - e é real que nem sempre temos o espírito para isso. Enquanto não partirmos não encontraremos as barreiras e acharemos ter uma falsa sorte. Essa sorte não é real, é vazia, não é suficiente... essa sorte não sana a realidade do vivido e a dor de não conseguir viver o que o há para o ser. Somos neutros, somos inertes, somos suficientes para nós mesmos mas não satisfatórios. Deveremos viver pela suficiência? 

    O raciocínio que trago hoje, trago-o porque o tenho desenvolvido ao longo dos anos e achei porventura interessante abordá-lo num DayByDay em que nenhum outro tema se mostrou tão relevante quanto este.

   Já fui mais tímido do que hoje sou mas sempre fui muito inseguro. Esta insegurança derivou das dificuldades que tive em ser suficiente para mim mesmo. Já nem falo em satisfatório porque isso não me é possível... falo em suficiente. Sempre me achei uma pessoa de sorte, pois apesar de tudo sempre superei obstáculos incutidos pelo avanço do tempo mas nunca me achei suficiente. 

   Já tive força para iniciar corridas, corridas que imaginei sem barreiras, e a verdade é que descobri que não são essas nas quais devemos investir. Só o descobri por não ter sido "satisfatório" durante o seu percurso e como tal acabei por não traçar a meta. Poderia optar por um tiro ao arco e tentar ser preciso no local onde atingir... mas tremo bastante. 

   Já me senti inerte derivado às duas vezes em que não tracei as metas. Já me senti negativista por essas duas caminhadas não serem de 110 metros barreiras mas de 100 metros livres... e o conceito de livre sempre me foi tentador. Um mar de rosas, sem espinhos... água límpida e o seu crescimento. 

   Só falta falar das vezes em que me senti positivista. Nessas.. hum... sempre houve uma porta fechada no estádio onde a pista de atletismo se encontrava. 

    Três!! Foi preciso chegar um dia três... uma pista três.... um percurso três... um percurso tentador. Tentador na medida em que testa o meu positivismo, o meu negativismo e a minha inércia. Uma pista de 110 metros repleta de barreiras onde não consigo espreitar a sua meta, mas realmente tenho vontade de a atingir. 

   Vivo no positivismo de pelo menos o estádio me ter aberto as portas. A linha está mesmo à frente dos meus olhos... "pum" ! (O tiro da partida) - penso! 

Corro, pronto a dar qualquer salto até chegar ao fim! 


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DayByDay (#5) - Águas passadas não movem moinhos...


   No passado "DayByDay" falava eu da espontaneidade das crianças. Decidi seguir com um pensamento na linha das crianças e daquilo que nos é dito desde cedo e que não sabemos aplicar à vida por ser tão precocemente - os provérbios. 

   Um dos primeiros provérbios que me passaram pelos ouvidos foi o : "águas passadas não movem moinhos". Ouvi-o quando recebera pela primeira vez um Satisfaz pouco no quarto ano e me desiludira de tal forma que chorava compulsivamente. Sempre me comovi com facilidade... mas principalmente me comovo nos momentos em que falho com aquilo que considero ser a minha missão. Na situação supracitada, seria da minha responsabilidade trazer um Bom, um Muito Bom ou até um Satisfaz Plenamente consoante o docente gostasse de escrever, mas eu apenas trazia um Satisfaz Pouco... algo que não correspondia às minhas expectativas nem àquelas que me eram criadas por ser um aluno na altura brilhante mas trapalhão. 

    Lembro-me agora, mais de 10 anos depois, de falar dele...! Ao longo do tempo me apercebi que o sentido seria semelhante ao "o mal já está feito, já passou e só nos resta avançar". Hoje debruço-me novamente nele. As águas passadas podem realmente não mover moinhos mas os moinhos trespassados pelas águas graças a elas estão em atividade. O mesmo acontece connosco. Somos feitos do nosso passado por mais brilhante ou sombrio que o mesmo tenha sido. 

   Falar de águas passadas não desmerece o sentido de passado aplicado à vida. As águas passam mas continuam a correr. O moinho é o mundo. Ele continua a moer. Pode moer a nossa vida. Perdemos um pouco de vida em cada trajeto que cumpramos. "O mundo é um moinho, vai triturar os teus sonhos, tão mesquinho; Vai reduzir as ilusões a pó". 

   Ora, se as águas passadas não fazem moer o moinho e sendo que o moinho é o mundo, se calhar é o passado que nos traz mais virtude. Se pensarmos nas futuras águas que irão fazer girá-lo, elas vão favorecer a trituração dos sonhos, o desaparecimento das ilusões e ao aproximar do abismo - e estes pensamentos, só o temos quando nos sentimos moídos pelo avanço do tempo.